Há viagens que são especiais pelo destino. Outras, pelo momento que estamos vivendo. A nossa ida a Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, reuniu as duas coisas. Vivemos alguns dias de descanso, passeios, natureza, história e, principalmente, a comemoração das nossas bodas de casamento.
De 4 a 7 de setembro de 2026, aproveitamos o feriado prolongado para subir a serra e passar dias muito agradáveis em Petrópolis. Foi uma viagem tranquila, sem pressa, daquelas em que cada passeio acaba se tornando uma lembrança.
Sexta-feira: chegando à serra
Na sexta-feira, assim que chegamos, fomos conhecer o lugar que seria nossa casa durante a viagem: um simpático chalé de madeira, alugado pelo site Airbnb, localizado no alto da serra, no bairro Morin. Se quiser ver fotos do chalé, clique AQUI.
A casinha tinha aquele clima gostoso de refúgio na montanha. Madeira, natureza, silêncio e o ar fresco da serra, exatamente o que procurávamos para começar a comemoração das nossas bodas.
Depois de nos acomodarmos, saímos para jantar.

Escolhemos o Bordeaux Vinhos Ipiranga, instalado na Avenida Ipiranga, em um lugar que chama a atenção não apenas pela gastronomia, mas também pela história e pela arquitetura. O espaço funciona na antiga cocheira da chamada Casa de Petrópolis, uma construção histórica do século XIX.

A antiga cocheira, que originalmente servia aos cavalos da propriedade, foi transformada em um ambiente gastronômico charmoso, preservando características que ajudam a contar um pouco da história da cidade.
Foi uma maneira muito gostosa de começar a viagem: um jantar especial, em um lugar bonito e cheio de história.
Sábado: trilha e natureza
O sábado amanheceu ensolarado e convidativo. E, como estávamos na serra, nada melhor do que aproveitar o dia ao ar livre.
Fizemos a trilha do Castelinho. O percurso até o topo levou cerca de 40 minutos, em um ritmo tranquilo. A caminhada foi uma ótima oportunidade para respirar o ar da montanha, apreciar a vegetação e deixar um pouco de lado a correria do dia a dia.

Ao chegar ao topo, veio a recompensa: uma bela vista da região. Ficamos ali por algum tempo simplesmente apreciando a paisagem. Em uma viagem de comemoração, esses momentos simples acabam tendo um significado ainda maior. Não era apenas chegar ao destino da trilha, mas aproveitar o caminho juntos.

Depois de uma manhã de natureza e caminhada, voltamos para descansar e continuar aproveitando o nosso fim de semana.
Domingo: Petrópolis debaixo de chuva
No domingo, o tempo mudou completamente. A chuva apareceu e mudou nossos planos de natureza para um roteiro mais cultural.
E Petrópolis é um daqueles lugares em que a chuva não impede o passeio, pelo contrário, parece até combinar com a cidade histórica.
Começamos pelo Museu de Porcelana de Petrópolis. O museu reúne cerca de 1.800 peças de porcelana dos séculos XIX e XX, principalmente de origem alemã, mas também de outros países europeus. A coleção foi reunida por um único colecionador ao longo de quase 20 anos, por meio de leilões, antiquários e viagens. O museu funciona em um casarão histórico que pertenceu à família do Marechal Rondon e preserva as características originais do imóvel.

Logo em frente do museu está o famoso Relógio das Flores, um dos cartões-postais da cidade, e também a Universidade Católica de Petrópolis.

De lá, seguimos nosso passeio pelo Centro Histórico. Visitamos o Palácio de Cristal, uma das construções mais conhecidas da cidade. Mesmo com o tempo chuvoso, foi interessante conhecer o espaço e observar sua arquitetura.

Depois fomos à Catedral São Pedro de Alcântara, um dos grandes símbolos de Petrópolis. A catedral impressiona tanto por sua arquitetura quanto pela importância histórica e religiosa para a cidade.

E, para completar o roteiro daquele domingo, visitamos o Museu Imperial.

O passeio pelo centro histórico acabou sendo uma verdadeira viagem no tempo. Petrópolis tem essa característica especial: basta caminhar algumas ruas para encontrar palácios, casarões, igrejas e construções que ajudam a contar diferentes capítulos da história do Brasil.
A chuva, que inicialmente parecia atrapalhar, acabou dando outro ritmo ao nosso domingo. Foi um dia mais tranquilo, de descobertas e de muita história.
Segunda-feira: despedida no Quitandinha
Chegou a segunda-feira, nosso último dia em Petrópolis.
Antes de pegar a estrada de volta, fomos conhecer o famoso Hotel Quitandinha, hoje administrado pelo Sesc como Centro Cultural Sesc Quitandinha.

O prédio foi construído a partir de 1939 por Joaquim Rolla com a intenção de criar um grande hotel-cassino. O empreendimento se tornou palco de grandes acontecimentos e marcou uma época importante da história de Petrópolis. Atualmente, o espaço é dedicado à cultura e recebe visitantes.
O Sesc permite a visitação de diversos espaços do térreo, e foi justamente por ali que fizemos nosso passeio.
Encontramos também uma exposição gratuita que nos chamou bastante a atenção: “Mais belo é o rio que corre”, que vai até fevereiro de 2027.
Foi uma ótima maneira de terminar a viagem: em um lugar histórico, cercado por arte, arquitetura e cultura.
Uma viagem para guardar na memória
Foram apenas quatro dias, mas vivemos experiências muito diferentes.
Tivemos o aconchego de um chalé de madeira no alto da serra, um jantar especial em um restaurante cheio de história, uma trilha com direito a uma bela vista, museus, igrejas, palácios e muita cultura.
Tivemos também sol, chuva, caminhada, descanso e, principalmente, tempo para estarmos juntos.
Viajar para comemorar nossas bodas tornou cada passeio ainda mais especial. Afinal, mais importante do que conhecer lugares novos é ter alguém com quem compartilhar as descobertas, as paisagens, os pequenos imprevistos e as boas lembranças.
Petrópolis ficou, para nós, como a lembrança de uma viagem de comemoração, de carinho e de muitos momentos para guardar.
E talvez essa seja uma das melhores partes de viajar: voltar para casa com a sensação de que, além das fotografias, trouxemos conosco mais uma história para contar.
(Por Letícia Miranda Medeiros, em 15 de setembro de 2026).
