Para responder a essas perguntas voltaremos no tempo antes de Cristo.
A origem da Páscoa remonta a tradições antigas, unindo contextos históricos, religiosos e culturais. De forma objetiva, sua trajetória pode ser dividida em dois momentos:
1. Raízes Judaicas (Pessach)
A palavra “Páscoa” deriva do hebraico Pesach, que significa “passagem”.
Para o povo judeu, a celebração teve início há cerca de 3.400 anos para comemorar a libertação dos hebreus da escravidão no Egito.
Moisés intercedeu pelo povo com Faraó que estava irredutível e não permitiu a liberação do povo hebreu.
O termo “Pesach” refere-se ao momento em que, segundo o livro bíblico do Êxodo, o juízo de Deus “passou por cima” das casas marcadas com o sangue do cordeiro, poupando os primogênitos hebreus e permitindo sua saída rumo à Terra Prometida.
O texto bíblico a seguir detalha a instrução dada a Moisés (que foi o líder na libertação do Egito) para que o povo fosse poupado da décima praga:
“O sangue será um sinal nas casas onde vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. Nenhuma praga destruidora os atingirá quando eu ferir o Egito. Este dia será para vocês um dia de memorial, e vocês o celebrarão como festa ao Senhor.” Êxodo 12:13-14
2. A Ressignificação Cristã
No Cristianismo, a data ganhou um novo sentido a partir da morte e ressurreição de Jesus Cristo (que era judeu) , ocorridas durante as festividades da Páscoa judaica em Jerusalém.
A “Nova Passagem”: Para os cristãos, a Páscoa celebra a passagem da morte para a vida e do pecado para a salvação.
O Cordeiro: Jesus passou a ser identificado como o “Cordeiro de Deus”, cujo sacrifício substituiu o antigo ritual de sacrifício de animais para selar uma nova aliança entre Deus e a humanidade.
A ressurreição de Jesus é o evento central que define a nova “passagem”. A libertação do pecado, a passagem do reino das trevas para o reino da luz.
“Ele (Deus) nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho amado.” Colossenses 1:13
O sacrifício de Jesus na cruz permitiu que todos voltássemos a ter contato direto com o criador. Podemos orar em nome de Jesus e também ter a oportunidade de viver eternamente com Deus, mediante a fé em Jesus, nosso salvador e senhor.
“Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá’.” João 11:25
E o chocolate? Por que comemos chocolate na Páscoa?
Muitos dos símbolos populares hoje, como o coelho e os ovos, não têm origem bíblica direta, mas foram assimilados de festivais da primavera de povos europeus antigos (como os germânicos).
O ovo simbolizava a fertilidade e a vida nova, conceitos que se alinharam à ideia cristã de ressurreição. O comércio aproveita para faturar nessas festividades e as famílias cristãs celebram a ressurreição de Jesus, que garante a vida eterna com Deus
“Jesus disse: Todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Você crê nisso?” João 11:26
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(por Letícia e Patrícia Miranda, em 02 abril de 2026)
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