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Normal no Brasil, estranho lá fora.

Alguns hábitos e costumes considerados normais no Brasil podem parecer “estranhos” em outros países.

Certos costumes que consideramos sinais de simpatia ou higiene no Brasil podem ser interpretados como rudes ou invasivos em outras culturas. 

Saber estas informações é muito importante para quando você for viajar para outro país ou tiver contato com algum estrangeiro aqui no Brasil. Dessa forma, você poderá agir respeitosamente e deixar uma boa impressão.

Aqui estão alguns dos comportamentos brasileiros mais comuns que podem ser mal interpretados no exterior:

  • Beijos no rosto e abraços: Enquanto no Brasil é comum cumprimentar desconhecidos com beijos ou abraços, em países como os EUA e o norte da Europa, isso é visto como uma invasão extrema de privacidade. Prefira um aperto de mão.
  • Falar alto em público: O tom de voz animado dos brasileiros em restaurantes ou transportes públicos é frequentemente interpretado como falta de educação ou desrespeito ao silêncio alheio em muitos países.
  • Chamar pelo primeiro nome: Chamar pessoas mais velhas ou autoridades apenas pelo primeiro nome (sem “Senhor” ou “Senhora”) é considerado desrespeitoso em culturas mais formais.
  • Apelidos baseados em aparência: Usar características físicas como base para apelidos carinhosos (ex: “Gordinho”) pode ser visto como bullying ou ofensa grave, especialmente nos EUA
  • Escovar os dentes no trabalho: O hábito de levar a escova de dentes para banheiros públicos ou do escritório após o almoço é considerado estranho e anti-higiênico em diversos países.
  • Descarte de papel higiênico: No Brasil, jogamos o papel na lata de lixo, mas em países com sistemas de esgoto modernos, como na Europa e nos EUA, jogar papel no cesto (em vez de no vaso) é visto como algo nojento e desnecessário.
  • Comer pizza com talheres: No exterior, a pizza é tipicamente uma “finger food”. Usar garfo e faca pode ser visto como uma formalidade excessiva ou estranha.
  • Abacate doce: Comer abacate com açúcar ou em vitaminas choca estrangeiros (especialmente americanos e mexicanos), que consomem a fruta estritamente em pratos salgados. 
  • Atraso “social”: Chegar 15 ou 30 minutos depois do horário marcado para um compromisso ou festa é aceitável no Brasil, mas em países como Alemanha ou Japão, é uma ofensa grave à pessoa que está esperando.
  • O sinal de “OK” com a mão: No Brasil, o gesto de unir o polegar e o indicador pode ter um sentido obsceno. Já em outros lugares, como na Alemanha, o mesmo gesto (ou o de pedir carona) pode ter interpretações variadas e ofensivas dependendo do movimento. 
  • O sinal de “Beleza” ou “OK”: No Brasil, o sinal de “OK” (polegar e indicador formando um círculo) é inofensivo, mas em países como Turquia, Grécia e partes da França, ele é um insulto vulgar e obsceno. Na Alemanha, pode ser uma ofensa direta à pessoa.
  • O “V” de Vitória (ou o número 2): Fazer o sinal de “V” com a palma da mão voltada para dentro (para você) é um insulto equivalente a mostrar o dedo médio em países como Reino UnidoAustráliaIrlanda e Nova Zelândia.
  • Gesticular muito ao falar: Para nós, mover as mãos é sinal de entusiasmo. No entanto, em países do Leste Asiático (como Japão e Coreia), gesticular excessivamente é visto como falta de autocontrole, agressividade ou tentativa de intimidação.
  • O sinal de “Joinha” (Polegar para cima): Embora seja quase universal, em partes do Oriente Médio, da África Ocidental e da Rússia, esse gesto pode ser interpretado como um insulto grosseiro (equivalente ao “senta aqui” ou ao “sinal do dedo do meio”).
  • Chamar alguém com o dedo indicador: O gesto de “vem cá” usando apenas o dedo indicador (com a palma para cima) é considerado extremamente rude nas Filipinas e em outros países asiáticos, sendo usado apenas para chamar cães.
  • Apontar com o dedo: Enquanto aqui é apenas informal, em muitos países (como a China e a Alemanha), apontar diretamente para uma pessoa com o dedo indicador é considerado muito agressivo. O ideal é indicar com a mão aberta.

Parece bobagem, mas saber dessas informações pode te livrar de situações constrangedoras.

É sempre de bom tom conhecer um pouco da cultura e o básico da língua do país que iremos visitar.

Conhece alguém que vai viajar para o exterior? Envie este artigo para ele(a).

(por Patrícia Miranda M. Sardinha, em 03 de março de 2026).

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